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Justiça

Falsa advogada é presa no PI por acessar dados sigilosos da Justiça do AM

Por: Roberto - 20/02/2026

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Atualizada às 09h45

Uma mulher, de 42 anos, identiticada como Lucila Costa, investigada por atuar como falsa advogada no estado do Amazonas, foi presa na manhã desta sexta-feira (20), no Centro de Teresina, por equipes da Diretoria de Operações Policiais (DEOP). Ela é alvo da Operação Erga Omnes, deflagrada hoje pela Polícia Civil do Amazonas.

Segundo as investigações, ela corrompia servidores da Justiça no Amazonas para obter informações de processos sigilosos.

“A operação é um desdobramento de uma grande apreensão de drogas e fuzis ocorrida no ano passado, em solo amazonense”, explicou.

A operação é desdobramento de uma apreensão realizada no ano passado, quando foram encontrados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis, embarcações, um veículo e celulares. Na ocasião uma pessoa foi presa.

Ainda conforme a Polícia Civil, a investigação teve alvos no Amazonas, Piauí, Minas Gerais, Ceará, Pará e Maranhão e apura uma série de crimes graves, incluindo:

Tráfico de drogas e associação para o tráfico; Corrupção ativa e passiva; Violação de sigilo funcional; Lavagem de dinheiro.

Durante a ação, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e o token de uma advogada inscrita na OAB-AM, que estaria sendo utilizado ilegalmente pela suspeita.

A presa foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça do Amazonas.

Erga Omnes

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, partir do caso, foi instaurado um  inquérito para identificar a cadeia de comando, operadores logísticos, financiadores e colaboradores do grupo.

"A organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e núcleos operacional, financeiro e logístico. O grupo utilizava rotas fluviais e terrestres para o transporte de drogas e alugava veículos em nome de terceiros para dificultar o rastreamento. Também foram identificadas empresas registradas nos ramos de transporte e locação que, segundo a investigação, seriam usadas para movimentar e ocultar dinheiro ilícito", pontuou.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações bancárias consideradas atípicas e incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. As transações envolviam pessoas e empresas nos estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí e São Paulo.

Com autorização judicial, a polícia realizou extração de dados de celulares, o que ajudou a mapear a estrutura financeira e logística do grupo. Também foram identificados indícios de tentativa de acesso indevido a informações sigilosas para antecipar ações policiais.

"Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de quebra de sigilo bancário e fiscal, bloqueio e sequestro de bens", acrescentou.

CidadeVerde.com

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