Por: Roberto - 31/07/2026
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Dois homens foram presos nesta quarta-feira (29) suspeitos de participação no assassinato de Antônio Carlos de Amorim, conhecido como Deda, fundador de um projeto social em Picos, no Piauí. A vítima morreu após ser espancada na madrugada de quarta, nas proximidades do Estádio Helvídio Nunes.
Segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Felipe, o primeiro suspeito foi preso ainda pela manhã em Picos. O segundo foi localizado durante a noite, no município de Crato, no Ceará, durante uma ação conjunta das forças de segurança.
“Por volta das 19h30, os policiais civis da DFHT efetivaram a última prisão dos envolvidos. A primeira prisão foi realizada pelas equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil ainda pela manhã, na cidade de Picos”, destacou.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate às Facções Criminosas, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Picos, que ainda apura a motivação do crime.
A operação contou com o apoio de equipes da Seccional da Polícia Civil de Picos, da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e da Inteligência da Polícia Militar.
Antônio Carlos de Amorim morreu após ser brutalmente espancado na madrugada de quarta-feira (29), nas proximidades do Estádio Helvídio Nunes, em Picos.
De acordo com o filho da vítima, Robson Jackson, Antônio Carlos foi abordado por dois homens e agredido. As circunstâncias da abordagem ainda são investigadas pela Polícia Civil.
A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Regional Justino Luz, mas não resistiu aos ferimentos.
Conhecido como Deda, Antônio Carlos era fundador da Arena Paroquial, projeto social que há cinco anos utiliza o esporte como ferramenta de inclusão e atende cerca de 100 crianças em Picos.
Além da atuação comunitária, também era músico e integrou, por vários anos, uma banda formada por familiares na região.
Ao lembrar do pai, Robson Jackson descreveu Antônio Carlos como uma pessoa tranquila e muito querida por quem o conhecia.
“Ele era uma pessoa muito proativa, generosa e respeitadora. Nunca teve atrito com ninguém. Todo mundo que o conhecia já sabia da índole dele. Ele sempre foi uma pessoa de bom coração”, afirmou.
Fonte: Cidade Verde