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Municípios

Municípios do semiárido estão sob risco de colapso no abastecimento

Por: - 09/11/2012

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As cidades do Semiárido do Piauí estão sob risco de colapso no abastecimento d´água nos próximos dias por conta da seca. Em Jaicós, na região de Picos, apenas dois poços estão abastecendo a população de cerca de 18 mil habitantes. Os poços estão secando. A situação é parecida no município de Queimada Nova, na região de Paulistana. Lá, apenas um poço fornece água para 80% dos 8,5 mil habitantes. Em Jaicós, o açude Tiririca que abastecia a cidade secou por completo. A cidade poderia ser abastecida com a água da barragem de Patos, a poucos quilômetros, mas o governo não fez a adutora para abastecer as casas. O problema de Jaicós se torna ainda mais grave porque os carros-pipas pegam a água dos dois poços para levar para a zona rural e abastecer as centenas de famílias que estão em situação ainda mais alarmante do que as que vivem na zona Urbana. Há dois meses a água era tirada de seis poços, mas os outros quatro já secaram. A água ainda existente é estritamente utilizada para o consumo humano, deixando os animais a mercê da sorte. A água não está sendo usada sequer para lavar roupas. Muita gente está comprando água no semiárido. Em Queimada Nova, por exemplo, um caminhão-pipa com cerca de 8 mil litros de água não sai por menos de R$ 300,00 para quem tem condições de comprar. Está sendo comum para as famílias dividirem o custo por dois para garantir a água. Queimada Nova, por sinal, não poderia ter recebido um nome mais apropriado. O município queima com a seca que atinge toda a sua extensão. Segundo o comerciante Jânio Dias, como o poço não consegue abastecer todo o município, a maioria da população compra a água que vem da Serra da Umburana a 40 quilômetros da sede do município, mas nem isto ameniza o sofrimento. Os carros pipas cadastrados não podem pegar mais o que dois mil litros d´água por dia. O que compromete o abastecimento até mesmo para quem quer comprar a água. “Aqui saímos a procura dos donos dos carros e negociando. Só que geralmente eles já estão com a quota de dois mil litros comprometidas por até cinco dias. O interessado deve reservar logo o dia imediatamente disponível, o que as vezes demora”, argumentou o aposentado José Neto. A professora Francisca de Paiva Carvalho, 35 anos residente no bairro Nova Olinda, em Jaicós, mostrou vários tanques e baldes para reservar água para o uso diário. Ela fez questão de frisar que nas torneiras e nos chuveiros não têm água. Francisca Paiva mostrou ainda as pastilhas de hipoclorito de cloro, distribuídas pela Secretaria de Defesa Civil Estadual. Segundo ela, os técnicos orientam a população a colocar a metade de uma pastilha em cada quatro mil litros, ou metade de um carregamento de um caminhão-pipa.POR: Luciano Coelho
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