Por: Roberto - 22/09/2026
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João Munhoz Neto, namorado da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22), em Fortaleza. A jovem foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, no último dia 13. A prisão ocorre após dias de buscas e diligências realizadas pela Polícia Civil do Ceará.
O caso tramita sob sigilo. Segundo informações divulgadas nesta terça, a ordem de prisão foi decretada pela Justiça e João foi localizado em um condomínio no bairro Aldeota. A investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte da estudante e eventual participação de terceiros.
O que aconteceu Isabelle cursava o segundo semestre de Direito e havia iniciado um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João. Segundo informações do escritório, ela permaneceu no local por cerca de 20 dias e pediu desligamento por motivos pessoais.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela investigação mostram Isabelle sozinha em um elevador às 19h12 do dia 13, seguindo para o rooftop do prédio, no 23º andar. A polícia estima que a morte tenha ocorrido por volta das 20h40. João retornou ao condomínio somente às 22h48.
A Perícia Forense do Ceará identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames toxicológicos realizados na jovem não apontaram substâncias de interesse toxicológico. A dinâmica da queda e as circunstâncias que levaram à morte continuam sendo investigadas.
Investigações Antes da prisão, João era procurado pela Polícia Civil e ainda não havia sido localizado. A mãe dele também foi alvo de uma busca e apreensão, com celular e tablet recolhidos para perícia. O celular de Isabelle igualmente foi recuperado e passou a ser analisado pelos investigadores.
Familiares da estudante também prestaram depoimentos. A mãe de Isabelle relatou à imprensa que considerava o comportamento do namorado controlador e afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir informações sobre a filha após a morte.
A defesa de João, segundo a Folha, nega envolvimento na morte e sustenta que Isabelle poderia ter caído ou cometido suicídio. A prisão preventiva, portanto, ocorre no contexto da investigação e não representa condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade pela morte da estudante.
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