Por: Roberto - 25/10/2026
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Com 90% das urnas apuradas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (25), com quase 52% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro (PL) teve 48,25%. O TSE decretou com 97,69% das seções totalizadas a vitória de Lula com 51,75% sendo 63.998.029 votos contra 59.670.423 votos.
Esta é a primeira vez que um candidato derrotado no 1º turno consegue virar no 2º turno e ser eleito. Esta é a 10ª eleição para presidente da repúbica desde a redemocratização do Brasil em 1988.
O resultado encerra uma disputa que se estendeu por três semanas após o primeiro turno, em 4 de outubro, quando Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. O presidente eleito toma posse em 5 de janeiro de 2027.
A votação deste domingo (25) contou com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar a extensão do período de votação, por duras horas adicionais, é inédita na história das eleições brasileiras – pelo menos desde a adoção das chamadas urnas eletrônicas, em 1994.
Em 2022, por exemplo, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu a extensão do horário de votação em locais afetados por operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região Nordeste. Naquela ocasião, porém, o então presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, rejeitou a prorrogação.
Os dois candidatos entraram com pedido de prorrogação do prazo de votação, mas a decisão só saiu depois que a maioria das seções já haviam encerradas. As que estavam abertas, continuaram até às 19h.
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotaram estratégias distintas no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio buscou manter a vantagem do primeiro turno, enquanto Lula intensificou os atos de rua e a mobilização digital para tentar reverter o resultado.
Após o resultado do primeiro turno, Lula iniciou, em 9 de outubro, atos intitulados “bota para virar”. A campanha reforçou a presença nas redes sociais e utilizou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones, para divulgar mobilizações e incentivar a participação dos eleitores.
O canal ultrapassou 10 milhões de seguidores, segundo as informações da campanha. Lula também destacou propostas como o fim da escala de trabalho 6x1 e medidas como o perdão das dívidas do MEI.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Na reta final, o presidente concentrou agendas no Sudeste, após compromissos em cidades do Nordeste. A campanha terminou com atos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Flávio apostou em aliados e motociatas
Flávio Bolsonaro buscou manter a vantagem do primeiro turno, rebateu críticas sobre possíveis cortes em benefícios sociais e afirmou que manteria os programas. Ele recebeu apoio de candidatos derrotados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (Democracia Cristã), além dos governadores como Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais.
A campanha promoveu motociatas, carreatas e cavalgadas. Uma das principais mobilizações foi o “Bloco do 22”, organizado pelo deputado Nikolas Ferreira, que afirmou ter passado por 80 cidades em 69 dias.
No encerramento, em 24 de outubro, Flávio participou de uma motociata em Belo Horizonte e de atos no Rio de Janeiro. A carreata na Barra da Tijuca terminou nas proximidades do condomínio onde Jair Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

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