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Policia

CASO EMÍDIO REIS: Prefeito Zé Neci terá inquérito separado

Por: - 20/03/2013

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As investigações em torno da morte do ex-vereador Emídio Reis chegarão a Justiça através de dois inquérito. Um para as pessoas que não tem foro privilegiado. Outro especialmente para quem tem foro especial. O primeiro inquérito alcança o vice-prefeito Francimar Pereira, acusado pela polícia de ser o mandante e os outros cinco indiciados, dentre eles o autor do disparos e os demais integrantes do consórcio criminoso.

O segundo inquérito será exclusivo para o prefeito Francisco José de Souza, o Zé Neci (PT), acusado por um dos integrantes do bando de saber do plano para eliminar o vereador.

A informação é do presidente do Grupo de Repressão ao Crime Organizado(Greco), delegado Menandro Pedro que comanda as investigações. Segundo ele, é necessária essa divisão, porque a justiça de primeiro grau não tem competência para agir contra o prefeito. “Ele só pode ser preso e julgado pelo Tribunal de justiça, de acordo com a constituição estadual”, disse Menandro.

PREFEITO SE DEFENDE Nesta terça-feira (20/03), o prefeito apareceu nas TVs para se defender. Confirmou o acordo de dividir o mandato meio a meio com o vice. Para ele isso é uma prática comum na região. Mas, nega qualquer participação na morte do vereador.

VÍDEO DO DEPOIMENTO A Polícia vai disponibilizar para a imprensa cópias do vídeo que mostra o depoimento do preso Joaquim Pereira Neto, o Joaquim do Gabriel, quando ele acusou o prefeito de saber do plano para matar Emídio. Esse vídeo, segundo o Delegado Menandro será desmontada a versão do advogado do prefeito, de que o depoente teria sofrido tortura.

DEPOIMENTO CONFIRMA TUDO Menandro Pedro informa que o depoimento de Joaquim apenas confirma tudo que a Polícia já sabia através de perícias, investigações, laudos, vídeos e escutas.

QUEM BANCOU A MORTE DE EMÍDIO? A Polícia quer saber quem bancou a morte do vereador. O Delegado Luccy Keiko está em Picos. Foi rastrear os cheques descontados no Banco Itaú, cujo dinheiro, R$ 15 mil, pagou os pistoleiros. Os delegados querem saber se tem dinheiro público na trama. Foram 15 mil apenas para os pistoleiros. Mas, há também, a logística de carros, combustível, hospedagem, alimentação, armas, munições, além do pagamento aos demais integrantes do grupo. Somando tudo chega a 40 mil reais.

NA CADEIA Por determinação da juíza de Picos, Dra. Nilcimar, os presos da operação “Mandacaru”, serão todos encaminhados aos presídio públicos. Motivo: nenhum deles tem foro privilegiado.

FONTE: 180 Graus

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