Política
Se Wellington desistir do Senado, PT exige a sucessão, diz Antônio José Medeiros
PT no senado ou no Governo
Por: Roberto Carvalho - 21/01/2010
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Em entrevista concedida no início da tarde desta quinta-feira, dia 21, o pré-candidato do PT ao Governo do Estado, secretário de Educação Antônio José Medeiros, disse que sua sigla mantém três diretrizes imutáveis com relação ao pleito deste ano.A primeira delas refere-se ao compromisso firmado entre os partidos governistas, que se compromoteram a apoiar o nome com maiores chances de conquistar o êxito nas urnas, dentre os quatro lançados. O referido acordo estabelece que a base utilizará dois critérios para decidir quem será o escolhido: o desempenho nas pesquisas de intenção de votos e a boa articulação política.Além disso, uma outra convicção do PT, segundo o secretário, é que a agremiação vai respeitar qualquer decisão do governador Wellington Dias, seja permanecer no comando do Governo do Estado até o final de 2010, seja deixar o Karnak em abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal.Contudo, Medeiros afirma que se o chefe do Executivo optar por permanecer no governo e desistir de Brasília, aí sim o partido considera que o apoio de Wellington à candidatura petista é irrevogável. E esta é a terceira diretriz maquinada pelo partido.Essa exigência do PT de ficar com pelo menos uma das candidaturas - ao Senado ou ao Governo do Estado - já é um fato antigo, compreendido por toda a base.Todavia, Antônio José Medeiros quer saber quais serão as reações dos demais pré-candidatos caso o governador Wellington Dias abdique de sua vaga no Senado, praticamente garantida, e apoie o seu nome para a sucessão.Da mesma forma, o vice-governador Wilson Martins (PSB) entende que se Wellington lançar seu nome para o Congresso Nacional, o mais correto é que ele seja o indicado como seu sucessor pela base aliada.Já o senador João Vicente Claudino, que, sendo ou não candidato, permanecerá com o mandato em Brasília, vive uma situação mais tranquila. Por outro lado, sua indicação é a que tem maior propensão em provocar uma ruptura da base, uma vez que ela, inevitavelmente, confrontará um dos dois outros pré-candidatos supracitados.