Por: Roberto - 06/07/2014
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CALOTE DA ELETROBRAS CAUSA 'DESEMPREGO' E 'INCERTEZAS'Em outro trecho o parlamentar deixa claro a contribuição da Eletrobrás – subordinada ao Ministério das Minas e Energia – para a não execução total do programa no Piauí. São explicações que vão além da inércia do governo federal, tão defendido por Assis Carvalho.
“A Eletrobrás, empresa operadora do Programa Luz Para Todos no estado do Piauí, não efetua pagamentos das medições executadas desde dezembro de 2013, segundo prestadores de serviços e, conforme dados da Eletrobrás Piauí, chega a 20.000.000,00 (vinte milhões de reias)”, revela.
No documento Assis Carvalho ressalta ainda o clima de incerteza criado pelo governo federal para a população afetada no Piauí, a quem o PT vai pedir voto nas próximas eleições, e para as empresas envolvidas no processo de execução do programa.
“Informo a Vossa Excelência [ministro das Minas e Energia Edison Lobão] que as empresas contratadas estão fazendo a opção por paralisar as obras no momento em que cumpririam parte dos contratos, alegando ser impossível a manutenção das estruturas funcionando, por tanto tempo, sem serem ressarcidas dos investimentos disponibilizados. Outras empresas estão optando por algumas regiões em detrimento de outras, gerando, incertezas e provocando a demissão de muitos profissionais, motoristas, técnicos e cozinheiros; cerca de 300 trabalhadores já perderam seus empregos”, repassa.
Ao final o deputado admite que “a paralisação de uma obra do Programa Luz para Todos interrompe muito mais que um sonho de conforto, atravanca projetos produtivos, cessa investimentos de agricultura familiares, obstrui a perspectiva dos jovens de estudar e produzir na terra em que nasceram, dissipa as perspectivas de crescimento da produção rural, detém a economia local, adia os planos dos homens e mulheres que acreditaram no investimento e voltaram da cidade para o campo, num movimento inverso e inédito ao êxodo rural”, lamenta o parlamentar, ao cobrar uma posição do seu próprio governo.
Até agora nada foi feito. E nenhuma solução concreta foi tomada pelo Palácio do Planalto.
Fonte: 180graus