Por: Roberto - 29/07/2014
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Uma situação no mínimo desoladora: os carros-pipas vão deixar de levar água para algumas comunidades interior do Piauí, mais especificamente para cidade de Paquetá, região de Picos. Tudo porque os caminhões não receberam a autorização do Exército para fazer a prestação de serviço de distribuição de água dentro do programa emergencial de carros-pipas, mantido pelo Governo Federal e executado pelo Exército.
Os pipeiros (como são chamados os donos dos caminhões- pipas) viajaram mais de 300 quilômetros de Paquetá para Teresina, para submeter seus veículos à vistoria no 25º Batalhão de Caçadores, unidade militar responsável pelo programa no Estado do Piauí.
A reprovação dos caminhões que vieram de Paquetá na vistoria feita pelo Exército deixou desolado o coordenador da Defesa Civil da cidade Paquetá, José Acelino, que acompanhou todo o processo. “Isso vai deixar a zona rural da cidade sem o abastecimento de água a partir de amanhã. Não sei como vamos resolver a situação”, afirmou.
Ontem (segunda) dos seis carros que fazem o serviço de abastecimento de água no município, quatro foram a Teresina para passar pela inspeção veicular, que se iniciou ontem. A preocupação de José Acelino é porque três caminhões ficaram reprovados e deverão passar por reparos para se habilitarem a prestar serviço no programa. “Apenas o caminhão que foi aprovado vai continuar o abastecimento, já que ele voltou para a cidade, mas o problema é que os outros dois caminhões estão vindo para fazer a vistoria e os outros três que foram reprovados na vistoria devem fazer os reparos”, afirmou.
José Acelino disse que não dá para fazer o abastecimento das mais 300 famílias, que são atendidas pelo programa só com um caminhão. “Já estou vendo que vai dar problema, porque um caminhão só não consegue fazer todo o abastecimento”. Ele completou que em algumas localidades os caminhões demoram mais de quatro horas para completar o abastecimento e com um caminhão o serviço fica inviabilizado.
Os pipeiros se diziam humilhados pelos militares do 25º Batalhão de Caçadores. “Por que a vistoria não pode ser feita em Paquetá. Eles querem que consertemos os caminhões e venhamos de novo até aqui, outra viagem de 300 quilômetros”, afirmou Carlos André, que teve seu caminhão reprovado porque uma seta não funcionava, disse que outros dois pipeiros que tiveram seus carros barrados na vistoria também estavam revoltados com a possibilidade de ter que fazer outra viagem para regularizar a situação. Até o final da tarde, ele não sabia como irira regulaizar a situação.
Diário do Povo