Política
Wellington diz que manter a base unida "não é fácil"
Governador Wellington Dias
Por: Roberto Carvalho - 10/03/2010
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O governador Wellington Dias (PT) admitiu ontem, durante a solenidade de entrega das obras de acessibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Piauí (OAB-PI), que não está sendo fácil a articulação para manter a base aliada unida em torno de um único candidato à sua sucessão. Segundo ele, “isso faz parte da democracia”.
Wellington adiantou que na reunião prevista para acontecer no próximo dia 19, para a definição do nome da base que disputará as eleições ao governo estadual, também anunciará se fica ou se sai da cadeira de governador em abril. De acordo com o governador, um acordo com o vice-governador Wilson Martins (PSB) viabilizaria uma saída tranquila para disputar uma das duas vagas no Senado Federal.
Governador, de que forma o senhor viu o posicionamento do deputado federal Nazareno Fonteles (PT), que protocolou uma carta esta semana no Diretório Estadual do partido repudiando qualquer candidatura ao governo que não seja do Partido dos Trabalhadores?
A carta é a uma posição de algumas pessoas e eu nunca disse que as coisas que acontecem no meu partido são sempre por unanimidade. Estamos analisando essa posição e ela terá um tratamento, assim como por mim e meu partido, de respeito como fazemos com todos os documentos que chegam ao partido.
Existe uma expectativa de termos a futura deputada Rejane Dias (secretária e primeira-dama do Estado) e o senador Wellington Dias...
Não. As pessoas querem ver a secretária fazendo o trabalho dela pela inclusão das pessoas com deficiência...
Governador, existe um clima de acordo com o vice-governador Wilson Martins (PSB) para que ele assuma o governo e o senhor saia para se candidatar ao Senado?
Eu tenho animação para isso por causa das conversas que temos tido. Há da parte dos partidos a posição sempre de muita responsabilidade com a unidade, para a construção dessa unidade e é isso que vamos tratar no próximo dia 19.
A direção nacional do PSB pode interferir nessas discussões da base acerca da sucessão?
Não. Vamos tratar aqui com o presidente do partido, Wilson Martins, que é uma liderança que tem toda uma autoridade e autonomia aqui no Estado para a tomada de decisão.
O senhor tem tido muitas reuniões para definir o nome do candidato da base ao Governo do Estado?
Tem que ter muita conversa, diálogos...
O senhor, então, está encontrando dificuldades para acertar o entendimento entre os aliados?
Dificuldade eu não posso deixar de dizer que eu não tenho. Até porque é um processo democrático e a democracia é muito boa, é muito importante. Mas eu não posso deixar de afirmar que isso (processo de negociação) está dando muito trabalho.
A base aliada está desgastada com essas discussões públicas e essas divergências?
Isso é normal. Basta olhar que qualquer período eleitoral, e essa é a vantagem dos partidos, os debates que se tem na sociedade, afinal de contas, é o interesse da sociedade que está em jogo e todas as pessoas fazem questão de externar a sua posição. Agora é preciso respeitar sempre o povo.
Governador, a sua decisão de ficar ou sair do governo até 31 de dezembro também vai ser tomada na reunião do dia 19?
É provável. Eu quero primeiro tomar uma decisão com o conjunto dos partidos sobre quem encabeça a chapa e a partir daí abrirmos para a negociação em relação ao restante da chapa. E será nessa discussão que vamos também tomar essa decisão.