Geral
Wellington admite que a base aliada poderá rachar
Governador Wellington Dias
Por: Roberto Carvalho - 12/03/2010
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O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), resolveu deixar o discurso amistoso de lado e afirmou que “não é fácil” buscar o entendimento entre os 12 partidos aliados ao Governo. Segundo ele, a base pode não ficar unida após a reunião do próximo dia 19, quando será indicado o nome do grupo que disputará o cargo de governador nas eleições. As declarações foram feitas durante a solenidade de inauguração da Unidade Escolar Petrônio Portela, no bairro Poti Velho, zona Norte de Teresina. E para justificar, Wellington Dias foi realista: “Não adianta eu esconder: não há unanimidade. Nenhum dos quatro pré-candidatos da base é unanimidade. Se fosse eu, tinha resolvido tudo há muito tempo”. De acordo com ele, as divergências partidárias podem ser inevitáveis no momento da indicação. “Se qualquer partido tem um posicionamento diferente, então eu também tenho que respeitar, eu sou um democrata”, pontuou.Contudo, o governador sabe e reconhece que somente as declarações públicas de unidade feitas pelos líderes dos 12 partidos que dão sustentação ao governo não serão suficientes para manter o grupo unido até 3 de outubro. “Das conversas que tenho com as lideranças dos partidos é que vamos ficar juntos. O pensamento está firme para isso. Agora, eleição é eleição. Eu não posso deixar de dizer que quando chega no momento das decisões, alguém resolve ir para a oposição, porque não está satisfeito. E isso ninguém pode evitar”, declarou. Construir uma solução para a chapa majoritária sem perder a coerência política é na visão do governador Wellington Dias o principal desafio a partir de agora: “Exigir mesmo o compromisso dos aliados. O que seria natural? Que o meu sucessor, ou seja, que a escolha do nome recaísse em alguém do meu partido, mesmo que chovesse canivete. No entanto, eu, para ser coerente com o que traçamos em 2006, será candidato aquele que tiver melhor posicionado com o povo e com as lideranças”. E completou: “Por isso, vou ter que ter a capacidade de diálogo, de convencimento muito grande. É uma tarefa difícil, principalmente quando eu tenho junto com isso a tarefa de governar o Estado sem deixar cair a qualidade”. A saída para solucionar os desencontros entre os aliados, segundo Wellington Dias, poderá ser resolvido de forma democrática. “Não tem jeito. Vamos ter que resolver democraticamente”, disse. E questionado se todos os aliados cumprirão o acordo acertado em dezembro de 2009, ele pondera: “O que posso garantir é que eu vou cumprir a minha parte. Pode tocar fogo em todo lugar, menos no interesse do povo. Isso tem que ser mantido”.