Por: Roberto - 28/11/2014
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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que mais de 4.120 casos da doença sejam registrados em todo o Piauí em 2014. As mulheres representam a maioria dos pacientes, com 20 pessoas a mais. Em Teresina, 660 homens e 760 mulheres entraram nas estimativas. Hoje (27), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, orientações sobre tratamento e outras medidas são divulgadas por diversos órgãos.
O número mais elevado de casos estimados entre homens no Piauí é o câncer relacionado à próstata, com 790 pacientes. Entre as mulheres, a maioria dos casos está relacionada à mama, que representa 520 pacientes estimadas em todo o Piauí. O câncer com menor incidência no Piauí é o de Pele Melanoma, com 50 casos em 2014.
Doenças cancerígenas são, hoje, a segunda causa de mortes no Brasil e no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. A doença se tornou um evidente problema de saúde pública mundial e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai incidir em países de baixa e média renda.
Entretanto, apesar do avanço da doença, o índice de cura tem aumentado substancialmente. “Há 50 anos, o índice de mortalidade era de 70%, mas hoje, felizmente, mais de 50% dos doentes conseguem se curar. E esse número poderia ser ainda maior se houvessem mudanças em alguns hábitos de vida, como o fumo, sedentarismo e alimentação não saudável”, afirma o médico oncologista Amândio Soares.
Dores
Diversas campanhas e ações deverão chamar atenção para esta doença que mata milhões de pessoas por ano. O grande problema relatado pela maioria é as dores provenientes da doença.
De acordo com o médico Claudio Fernandes Corrêa, neurocirurgião funcional especialista em dor, apesar de muito ser divulgado os tipos, causas e tratamentos, que evoluíram com a medicina, ainda há muito a ser esclarecido para o atendimento da dor oncológica, tão importante para os cuidados do paciente quanto o “olhar” para a própria doença.
O especialista explica que dentro do contexto da doença, 60% dos pacientes tendem a sofrer de dor, devendo receber as terapias corretas para o seu controle. “Cerca de 10% dos pacientes não tratados em estágio inicial da doença costumam ter indicação cirúrgica para o tratamento da dor, que evolui junto com o câncer. E, de fato, apenas 1% é encaminhado para este acompanhamento”, alerta.
Por: Francicleiton Cardoso – Jornal O Dia