Por: Roberto Carvalho - 24/03/2010
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O deputado Marden Menezes (PSDB), 3º vice-presidente da Assembleia Legislativa, criticou, hoje (24), Projeto de Lei Complementar encaminhado ao Poder pelo governador Wellington Dias,criando seis cargos de assessores e garantindo a cessão de carro oficial para ex-governadores do Estado.
Marden Menezes disse que o Projeto "é a maior vergonha dos últimos anos para o Piauí e contradiz a trajetória política de Wellington Dias," que, segundo ele, lutou para acabar a aposentadoria para ex-governador, dentre outros privilégios.
O parlamentar tucano afirmou que a Assembleia não pode aprovar o Projeto. “Não podemos concordar com esse tipo de projeto que vai garantir mordomias pagas com o dinheiro do povo para o atual governador quando ele deixar o cargo”, acentuou ele.
Em aparte, o deputado Antônio Félix (PPS) disse que o governador Wellington Dias exagerou ao apresentar o projeto. Ele pediu que o Governo retire a proposta da Assembleia.
O deputado Mauro Tapety (PMDB) declarou que parlamentares da situação e da oposição “levaram um susto” quando tomaram conhecimento do Projeto de Lei. Ele acrescentou que, enquanto o governador quer seis assessores à sua disposição quando deixar o cargo, mais de 50% das cidades piauienses contam com, no máximo, três policiais militares.
O deputado João de Deus, líder do PT, disse existir a informação de que 17 Estados têm leis que beneficiam ex-governadores, incluindo São Paulo, que é administrado pelo PSDB. Ele assinalou que o Partido dos Trabalhadores não foi consultado sobre a matéria encaminhada ao Legislativo.
O deputado Roncalli Paulo, líder do PSDB, chamou o Projeto de Lei de “monstrengo” e conclamou parlamentares de oposição a votarem contra a proposição na Comissão de Constituição e Justiça, onde formam a maioria.
Marden Menezes afirmou que considera errada a existência em qualquer Estado de lei parecida com a que está sendo proposta pelo governador Wellington Dias. Ele pediu ao deputado João de Deus que não permita que o projeto do chefe do Poder Executivo seja aprovado pela Assembleia Legislativa.