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Política

Políticos do blocão confirmam que o PT nacional pressiona W. Dias

Em evento na APPM, lideranças políticas garantem que governador está sendo forçado a ser candidato

Por: Roberto Carvalho - 26/03/2010

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Em evento prestigiado por políticos do blocão governista e prefeitos de 130 municípios, nesta sexta-feira (26), na APPM, o governador Wellington Dias evitou tratar da reunião entre lideranças locais e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, realizada em Brasília, na manhã de ontem. Ao tempo em que o chefe do executivo estadual avisou que apenas falará sobre política depois da semana santa, deputados da base governista fizeram avaliações a respeito do encontro na capital federal e do polêmico “projeto das regalias”.

Durante a assinatura de contratos para a construção de moradias através do programa “Minha Casa, Minha Vida”, estiveram presentes o vice-governador Wilson Martins, os deputados federais Marcelo Castro (PMDB), Ciro Nogueira (PP), Júlio César (DEM) e Nazareno Fonteles (PT), os deputados estaduais João de Deus, Cícero Magalhães, ambos do PT, Themístocles Filho (PMDB), Lílian Martins (PSB) e Flávio Nogueira (PDT).

Questionado sobre a reunião com Alexandre Padilha e João Vicente Claudino, o deputado federal Ciro Nogueira informou detalhes do encontro. Segundo ele, o ministro reforçou o desejo do partido, a nível nacional, pela candidatura de W. Dias ao Senado. Ele admite que houve discussão sobre o panorama político local, mas não quis responder se a decisão do governador será respeitada pelo presidente Lula. Ciro acredita que o governador apenas mudará de opinião, se houver consenso entre os aliados.

Sobre a chapa majoritária a ser divulgada por Dias, em que seu nome aparece na vaga de senador, Ciro responde que continua a trabalhar como deputado federal, mas não descarta a possibilidade, que para ele só depende do desejo do partido.

Já Roberto John, superintendente do escritório do Governo do Piauí em Brasília, deu mais detalhes a respeito do encontro. Ele garante que Wellington Dias está sendo pressionado pelo PT nacional para disputar vaga para senador. De acordo com John, o partido considera que esse cenário é mais vantajoso para a sigla, que tenta a todo custo viabilizar a saída do chefe do executivo estadual. O petista confirma que o candidato do consenso será Antônio Neto, por conta do esforço que o governador fez em continuar a coordenar o processo sucessório no cargo.

NAZARENO FONTELES FALA SOBRE O “CASO DAS REGALIAS” Nos últimos dias, o deputado federal Nazareno Fonteles esteve afastado dos holofotes políticos. Ele revela que tem acompanhado a troca dos “Antônios” através da imprensa e por integrantes do partido. Contudo, o parlamentar não deixa de emitir sua opinião a respeito do panorama político atual.

A respeito do caso das regalias oferecidas a ex-governadores, apoiado pelo próprio W. Dias, Fonteles faz uma avaliação em torno da mudança de posição do governador. “Eu fiquei aliviado quando o governador decidiu ficar no cargo para apoiar o nosso candidato. E essa mesma sensação de alívio eu tive quando ele decidiu voltar atrás em relação ao polêmico projeto. Foram duas decisões nobres nesse momento conturbado”, compara, afirmando que a oposição esperou por esse “vacilo” para fazer críticas.

Nazareno comentou sobre a reunião que aconteceu em Brasília. Para ele, Alexandre Padilha não deve ter apresentado imposição à decisão de W. Dias em ficar no cargo, mas que apenas colaborou através de opiniões. Fonteles também admite que o PT nacional prefere ter um candidato ao Senado Federal no estado.

MARCELO CASTRO SILENCIA SOBRE TROCA DE NOMES O deputado federal Marcelo Castro se comportou diferente no evento da APPM. Ao contrário da maioria das entrevistas que tem concedido, o parlamentar preferiu frases curtas e sem efeito, prevenindo-se de qualquer polêmica nesse momento decisivo. Cogita-se que Castro tem mantido conversações com lideranças de outros partidos para que seu nome seja apresentado como consenso no blocão. Sobre a troca, o peemedebista preferiu dizer que o nome dele e o de Antonio Neto são os mais cogitados para escolha de Wellington Dias e não confirma que o ex-secretário seja o preferido do governador.

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