Por: Roberto - 09/01/2015
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Atendendo aos pedidos de lideranças petistas preocupadas com a possibilidade de traições dos aliados, o governador Wellington Dias (PT) deve participar ativamente das negociações entre PT e PMDB sobre a eleição que irá escolher o presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
O atual presidente da Casa, deputado Themístocles Filho (PMDB), é candidato à reeleição, mas enfrenta o interesse do governo que quer um presidente da base e apoia a candidatura do deputado Fábio Novo (PT). O papel de Wellington Dias será buscar um consenso entre os dois partidos com o PMDB indicando o candidato a vice.
A possível proposta que será apresentada pelo PT ao PMDB traz o deputado eleito José Santana (PMDB) como candidato a vice. Wellington Dias já teria conversado com o peemedebista. A missão do governador será convencer Themístocles a desistir da disputa. Em entrevista anterior, a senadora Regina Sousa (PT) chegou a afirmar que Fábio Novo é candidato do governo e não do PT. Regina chegou a criticar o fato de o voto ser secreto.
As negociações entre Wellington e o PMDB devem se intensificar no final de semana. A base governista possui hoje 19 dos 30 parlamentares, mas há o temor que devido à influência que Themístocles possam ocorrer traições e o peemedebista sai vitorioso.
Esse temor se agrava porque o voto é secreto. Os aliados temem que essa possa ser a segunda derrota de Wellington depois que o candidato do partido para a presidência da Associação Piauiense dos Municípios – APPM, Paulo Martins (PT), foi derrotado.
Em entrevista ao jornal O DIA, o deputado Themístocles Filho chegou a declarar que não irá desistir da disputa. O deputado João Madison afirmou que o PMDB tem sofrido com o “rolo compressor” governista e acusar Wellington de estar interferindo demais na disputa. “Não aceitamos esse tipo de interferência porque a Assembleia é livre”, disse.
Por: Lídia Brito - Jornal O Dia