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Geral

Governo prorroga emergência fitossanitária do Piauí para Helicoverpa (Lagarta)

Por: Roberto - 03/02/2015

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O Ministério da Agricultura prorrogou por mais um ano a vigência de emergência fitossanitária relativo à praga Helicoverpa armigera (lagarta) nas áreas produtoras do Piauí.

Segundo o coordenador da ADAPI, em Jaicós, médico veterinário Abdias Último “A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, assinou a Portaria nº 18, que prorroga o prazo de vigência de emergência fitossanitária relativo à praga Helicoverpa armigera nas áreas produtoras do Estado do Piauí para mais um ano, embora não seja um caso típico da nossa região”, informou.

Os municípios do Piauí que tiveram suas áreas delimitadas pela ação da Helicoverpa armigera (lagarta) são: Alvorada do Gurguéia, Antônio Almeida, Baixa Grande do Ribeiro, Barreiras do Piauí, Bom Jesus, Corrente, Cristalândia do Piauí, Currais, Gilbués, Guadalupe, Jerumenha, Landri Sales, Marcos Parente, Monte Alegre do Piauí, Palmeira do Piauí, Piracuruca, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Redenção do Gurguéia, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, São Gonçalo do Gurguéia, Sebastião Barros, Sebastião Leal e Uruçui.

O que é?

Helicoverpa armigera é uma lagarta identificada recentemente, que tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição, causando prejuízos, principalmente, às lavouras de milho, soja e algodão.

É originária de África, hoje em dia ataca culturas na Ásia, Europa e Oceania. Na América do Sul foi identificado em fevereiro de 2013 por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Silvana Paula-Moraes e Alexandre Specht de Embrapa Cerrados, e por Daniel Ricardo Sosa-Gomez da Embrapa Soja, mediante análises morfológicas e de DNA em adultos do sexo masculino. Algumas hipóteses afirmam que esta praga chegou de Europa numa importação de flores através da Argentina e outras mencionam a possibilidade de bioterrorismo. Esta praga tem como características importantes o potencial de desenvolvimento de resistência a inseticidas, elevada mobilidade e uma elevada taxa de reprodução, já que cada fêmea tem a capacidade de ovipositar de 1000 a 1500 ovos.

Portalsaibamais

Com informações das ADAPI/Jaicós e CropLife

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