Por: Roberto - 23/02/2015
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O defensor público Adriano Moreti (foto), acusado de cobrar propina para realizar atendimentos a população, se obrigou a pagar a fiança equivalente a 30 salários mínimos para poder ser liberto da prisão. A decisão é do desembargador Edvaldo Moura. Além da fiança que chega a R$ 23.640, o desembargador determinou que ele seja afastado das funções em Teresina e no interior do Estado, e mantenha distância mínima de 500 metros das vítimas, testemunhas e qualquer pessoa envolvida no processo.

Moreti não pode ainda, se relacionar com sua secretária, suspeita igualmente de envolvimento com os fatos apurados pela polícia. Na última sexta- feira, o desembargador Edvaldo havia determinado a manutenção da prisão de Adriano Moreti, sustentando que em liberdade ele representaria perigo para a sociedade e para o andamento das investigações. Moura (foto abaixo) mudou a convicção com base no parecer do ministro do STJ Jorge Muci, que, julgando Habeas Corpus impetrado pela defesa de Moreti, determinou uma medida menos gravosa, apesar da gravidade dos fatos, e impôs o pagamento de fiança. A defesa de Adriano Moreti ficou de comparecer ao Tribunal ainda esta tarde para pagar a fiança. Só a partir daí o desembargador Edvaldo Moura expedirá o alvará de soltura.
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