Os dirigentes do Tribunal
Eleitoral vão cobrar o julgamento e a remessa dos processos eleitorais que ainda estão nas zonas eleitorais para o tribunal. O corregedor eleitoral,
desembargador Haroldo Rehem, informou à corte que tem recebido denúncias de morosidade nas zonas, através da Ouvidoria Eleitoral. Ele alegou que os processos precisam ser julgados mais
rápido e muitas ações ainda estão para serem julgadas e citou o caso de São Pedro do Piauí. O presidente do TRE/PI informou que quando assumiu a presidência do Tribunal já encontrou 1.249 processos em andamento nas zonas eleitorais entre ação de impugnação de mandato eletivo, ação de
investigação judicial eleitoral, recurso contra expedição de diploma e representação eleitoral. E ainda tinham os novos processos que ingressaram na segunda instância depois deste levantamento. "Nós já julgamos, somente este primeiro trimestre, 180 processos. No entanto, nós não temos ainda uma máquina de fazer sentenças. Tentamos superar as dificuldades artesanais dos julgadores e seguir em frente", destacou o desembargador Raimundo Eufrásio. Somente no Tribunal Eleitoral, pelo levantamento feito pelos desembargadores ainda existiam 571 processos para serem julgados no Tribunal. "Mas não devemos olhar para trás. Não vamos viver do passado. O passado é só uma referencia e não gosto de voltar ao passado. O presente é o mais importante e o futuro é a esperança", filosofou o presidente. Raimundo Eufrásio cobrou a colaboração de todos para reduzirem o número de processos em andamento, através de julgamento. "Essas são as primeiras pedras, depois tem o bate-bucha e vamos ter que resolver. Queremos melhorar mais e conclamamos a todos para que estas informações colaterais não nos atinja. Teremos ainda que chamar os juízes para conversar e dar celeridade a estes julgamentos", adiantou o presidente, falando sobre os comentários da morosidade no andamento de processos eleitorais no interior