Por: Roberto Carvalho - 08/04/2010
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Na primeira longa entrevista ao vivo numa emissora de televisão depois que deixou o governo, dia 1º de abril passado, o ex-governador Wellington Dias (PT) disse na TV Antena 10 para a jornalista Cristiane Sekef (programa Fala Piauí) que, nunca fez acordo com o senador João Vicente Claudino ou com o pai dele, o empresário João Claudino Fernandes com vistas a eleição de 2010.
W.Dias declarou que, assim como foi votado pelo senador para ser eleito governador, todo o seu partido, o PT e os demais partidos da aliança vencedora em 2006, também votaram nele para elege-lo senador da república. E mais, que o PTB participou do governo desde a primeira hora com cargos importantes.
Ele explicou que, logo após a posse em 2007, surgiram os nomes dos eventuais pré-candidatos a governador como o vice Wilson Martins, o deputado Marcelo Castro(PMDB), o deputado Antonio José Medeiros pelo PT e o próprio João Vicente pelo PTB. O ex-governador falou que, “eu tive que segurar no dente, essas pré-candidaturas até o momento da minha renuncia, ao aponto de até ficar no cargo na tentativa de unir o grupo”.
Em determinado momento da entrevista, Wellington Dias declarou que, o senador João Vicente não conseguiu o apoio da maioria dos 12 partidos. Cerca de nove dos 12 partidos declararam preferir o vice Wilson Martins como candidato da base e ele se rendeu a essa preferência. Ele não citou o acordo feito ainda em 2009, de que o candidato da base seria aquele que melhor estivesse posicionado nas pesquisas populares, além de outros requisitos.
Nas pesquisas, Claudino sempre foi o 1º dentro da base. Mas ele alimenta a esperança de que o senador petebista volte a integrar na base.Indagado sobre dois palanques para a Ministra Dilma no Piauí, Wellington Dias foi enfático: “eu gostaria que fosse um só palanque, aliás, estamos trabalhando para que isso aconteça. Esperamos que o senador João Vicente reflua de sua posição e volte a base do governo. Mas se isso não acontecer, eu não poderei subir no palanque dele, porque a lei não permite, mas ficarei feliz pelo apoio a Ministra”.
A VAGA DE VICE Sobre a pretensão do PT indicar o vice para Wilson Martins, Wellington finalmente abriu o jogo. Disse que essa vaga está guardada para o PTB e, ficará a disposição do partido até a última hora. Para ele, o PTB indicando o vice, esse naturalmente será o governador daqui a quatro anos, com a perspectiva de ser o candidato da base em 2014, considerando que o governador Wilson Martins sendo reeleito não poderia mais disputar a vaga de governador e seria candidato ao senado.
PARTIDOS ALIADOS Mas se o PTB não aceitar a continuar com a candidatura própria, o PT indicará o vice de Martins. – E o PMDB?, indagou a jornalista. - O PMDB é um aliado também de primeira hora e nós estamos trabalhando no sentido de termos o deputado Marcelo Castro compondo conosco na chapa de senador. Isso está praticamente fechado, faltam apenas pequenos ajustes que serão resolvidos breve - disse dias.
E A CAIXA ECONÔMICA? Sobre seu retorno a Caixa Econômica Federal, Wellington Dias declarou que já se apresentou em Brasília e vai desenvolver junto a vice-presidência do órgão, um projeto de apoio aos estados e municípios para desburocratizar os projetos ali pendentes e outros que forem chegando.
POR FIM, PORQUE O SENADO? “Minha candidatura ao senado partiu de uma avaliação feita pelo meu parido e um apelo pessoal do presidente Lula, a fim de que a Ministra Dilma, se eleita, não sofra o que sofreu e vem sofrendo o presidente Lula naquela casa com minoria para aprovar os projetos que o país precisa para se desenvolver. Há uma pesquisa em que o nossos nome está bem avaliado perante a população e nós precisamos contar com uma base de sustentação no senado, capaz de dar ao país a tranqüilidade da governabilidade”, finalizou.
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