Por: Roberto - 21/04/2015
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A vice-governadora Margarete Coelho (PP), declarou que apoia a decisão do conselho de presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s), que reunido em Teresina se manifestou contra a unificação das eleições como está proposto na reforma eleitoral que será votada no Congresso Nacional.
Margarete Coelho disse que a unificação das eleições para uma só data retira o povo das ruas no debate público sobre as eleições. Ela lembrou que se as eleições forem a cada 5 anos os jovens de 18 anos que hoje votam a cada 2 anos só vai votar com 23 anos de idade.
“Eu achei acertadíssima a posição tomada pelo conselho dos presidentes dos tribunais regionais eleitorais que decidiu essa corrente porque votar e tudo que você faz com mais frequência faz melhor. A gente também treina votar, treina escolher. A unificação das eleições vai trazer gravíssimas consequências. A primeira delas é em relação a administração e seu controle. Serão inúmeros cargos a disposição e em eleição e a justiça eleitoral, e hoje, da forma em que realizamos os pleitos, passa dois a três anos para julgar registro de candidaturas passa de uma eleição para outra, julgando registro, imagine todas as eleições ocorrendo conjuntamente. Segundo, um bem jurídico protegido não é a questão dos gastos e despesa das campanhas, e acredito que os gastos das eleições não vai representar uma economia nos gastos de campanha, muito pelo contrário. Com eleições unificadas, os gastos vão se amplificar, a competição vai ser tão complexa que vai demandar mais esforços, não só humanos, mas também recursos financeiros”, declarou Margarete Coelho.
A vice-governadora que participou na manhã desta segunda-feira de solenidade de entrega de medalhas de honra ao mérito pela secretaria estadual de segurança a policiais civis, delegados, e personalidades políticas do Piauí, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), declarou que é contra essa eleição unificada para todos os cargos e que todos sabem que a eleição municipal prepara a eleição estadual, porque o candidato eleito na eleição municipal que não foi bem na sua missão, o seu partido não vai ser bem avaliado na eleição estadual.
“Vai faltar esse controle, de uma eleição em relação a outra, ademais nós vamos deixar esse cidadão sem ir para as ruas durante 5 anos, isso não é bom para nenhuma democracia. Democracia boa é a que o cidadão está na rua, participando. Imagine um jovem que hoje tem 14 anos, só vai votar aos 22 anos. Você vai tirar o debate político das ruas, você vai criar o debate a cada 5 anos. Não é bom para a democracia. Bom para a democracia é o dia a dia, toda hora. E esse posicionamento adotado pelos TRE’s vem de uma carta de uma entidade que eu represento no Piauí, que é a Associação Brasileiro de Direito Eleitoral e Político. Esse foi o indicativo que nós tiramos e encaminhamos para os TRE’s, foi verbalizado pelo TRE do Mato Grosso, e que graças a Deus, eles adotaram”, falou a vice-governadora do Piauí.






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