Por: Roberto Carvalho - 23/04/2010
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O PMDB e o PT disputam a vaga de vice na chapa do pre-candidado a governador Wilson Martins, quem ganhará esta parada? O governador Wilson Martins estabeleceu critérios para a vaga, ou seja, que o postulante reúna a maior quantidade de partidos e conte com o apoio. Hoje ele declarou que tem preferência pelo PMDB indicando o vice.
No feriado de Tiradentes, o PT reuniu o diretório e decidiu reivindicar a vice. Por sua vez, o PMDB liderado pelos deputados Themistocles Filho e Kleber Eulálio bateram o pé e dizem que querem também a vaga. O deputado federal Antônio José Medeiros (PT), radicalizou e defende que o partido deixe os cargos caso seja preterido.
O ex-governador Wellington Dias quando da sua desincompatibilização costurou um acordo com o governador Wilson Martins para que o PT ficasse nas pastas. Do mesmo jeito o PMDB ficou, PTB, PDT, PC do B, todos os outros partidos da antiga base aliada. Tanto o PMDB quanto o PT querem agora o lugar de vice-governador porque caso Wilson Martins seja reeleito se afastará daqui a quatro anos para uma disputa pelo senado.
Para os petistas conta a favor deles o fato de terem passado sete anos e três meses a frente da administração estadual, ter hoje a maior preferência do eleitorado brasileiro e piauiense, somados as gestões bem avaliadas do ex-governador Wellington Dias e do presidente Lula, o que para o PT serve para dar consistência e fermento a qualquer candidatura majoritária.
O PT também se vangloria de no poder ter retomado o crescimento econômico do país com distribuição de renda e mobilidade social. Atribui que sua popularidade é fruto da ampliação de políticas públicas de transferência de renda, aumento de empregos formais e informais, do consumo, investimentos em infraestrutura, habitação popular e agricultura familiar. O partido tem capilaridade em quase todo Piauí, tem hoje dois deputados federais e cinco estaduais e está a frente de 18 prefeituras.
O PMDB também tem capilaridade em quase todo piaui. Possui 35 prefeituras, tem seis deputados estaduais e dois federais. Com a saída do ex-governador Mão Santa e o falecimento do deputado federal Alberto Silva, o partido perdeu espaço político e passou a ser controlado pelos deputados Marcelo Castro e Themistocles Filho, que por sua vez, não têm força suficiente para manter a unidade partidária.
Na verdade PMDB e PT disputam quase o mesmo espaço junto ao eleitorado piauiense. O PMDB ainda do tempo de Ulisses Guimarães e da resistência a ditadura não existe mais, de lá para cá absorveu lideranças do antigo PDS e PFL e hoje convivem diferentes interesses pessoais que são realçados conforme as circunstâncias de disputa de poder. O PT, por sua vez, avança no eleitorado dos peemedebistas, o próprio Themistocles Filho, já enfrenta o encolhimento de suas bases na região norte do Estado.