Por: Roberto - 12/05/2015
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A Reforma Administrativa enviada pelo governador Wellington Dias à Assembleia Legislativa tem atraído olhares e mais ainda, tem causado discussões internas entre os parlamentares. Mas o que se viu nos últimos dez dias é a pressão que o diretor-geral do Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí (Iapep), Marcos Steiner Mesquita, tem feito, na tentativa de convencer os deputados a aprovarem a proposta de separação da assistência à saúde da previdência, de acordo com o texto da matéria que chegou à Alepi. Nesta terça ele acompanhou a reunião da Comissão de Constituição e Justiça, que analisa várias mensagens da reforma administrativa do Estado. A sessão também tem sido uma oportunidade para essa troca de ideias. Ele já conversou com a bancada de oposição, já tratou do assunto com os aliados do Governo, quando explicou as razões para que seja efetivada a separação dos serviços de saúde e previdência descritos no projeto. “Essa é uma questão que precisa ser debatida com profundidade pela relevância do assunto. É uma questão de Estado, que está acima dos interesses partidários, porque envolve mais de 100 mil servidores. Hoje o Estado tem cerca de 55 mil funcionários da ativa e 45 mil inativos”, lembrou. O país tinha uma expectativa de vida de 60 anos e hoje é de 75 anos, acrescentou Fábio Novo. “As pessoas estão vivendo mais, porque a qualidade de vida dos brasileiros melhorou nos últimos anos, elas passam mais tempo recebendo aposentadoria, pensão. Amanhã, o número de inativos no Estado vai ser maior que o de ativos. E aí: quem vai pagar essa conta?” “O déficit da Previdência alcançou em abril R$ 55 milhões por mês e é crescente. Portanto, é necessário que se separe assistência e previdência, para poder pensar as duas coisas de maneira distinta, inclusive buscando alternativas para reduzir esse déficit”, defendeu Marcos Steiner.
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