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Saúde

Taxa de infecção no Piauí atinge o mais baixo índice da pandemia

Por: Roberto - 04/06/2020

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Diante da pandemia da Covid-19, o governador Wellington Dias (PT) e o diretor do Instituto Amostragem, Batista Teles, divulgaram na quinta-feira, 04 de maio, o resultado da quinta rodada da pesquisa sorológica feita no Piauí. O levantamento foi feito entre os dias 30 de maio e 02 de junho, sendo feita em 11 municípios. Foram realizados 3999 testes rápidos e obtida uma taxa de infecção na ordem de 0,0267%, apontando para uma estimativa de 87.579 infectados no Estado.

“Conseguimos uma amostra de 3999 testes rápidos, a margem de erro é de 2%, são três sorteios para chegarmos a pessoa, setor censitário urbano, domicílio e dentro do domicílio a pessoa, estamos fazendo mais de um teste caso haja a positividade. Projetando a taxa de  infecção de 0,026756689 que encontramos daria 87.579 pessoas infectadas no Piauí, um dos objetivos é saber a dimensão da infecção diante do que é notificado, no início da pesquisa havia notifica 4.931 infectados, a subnotificação estimada é de 18  casos para cada 1 notificado. Percebemos que de uma pesquisa para outra, a taxa de crescimento está desacelerando, da terceira para a quarta foi 1,83 e agora foi 1,32 maior”, indicou Batista Teles.

Batista Teles indicou que os dados da pesquisa mostram uma redução no crescimento da curva de infecção, o que pode ser explicado pelo crescimento na adoção dos cuidados pessoas pela população. "Nitidamente a inclinação da curva diminui bastante, é bastante visível, esse crescimento desacelerou da quarta para a quinta onda, se tivesse crescendo no comportamento exponencial a projeção era de quase 120 mil casos", disse. 

Com os resultados, a equipe da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) fez um levantamento da  taxa de infecção  (R0), apontando que  pela primeira vez  desde o início da pandemia o Estado alcançou um R0 menor que 1 (0,9), ou seja, uma pessoa contaminada transmite para menos  de uma pessoa; o que mostra um reflexo positivo para o objetivo de controlar a expansão do vírus e retomar as atividades comerciais. O  R0 já chegou a 2,8 no Estado, ou seja, cada contaminado transmitia para quase 3 pessoas a mais. 

"Estamos analisando e aplicando num modelo epidemiológico, onde o R0 é um dos pontos mais críticos da análise da pesquisa, nos diz quanto uma pessoa está  transmitindo o vírus para outra pessoa. Pelo acompanhamento temos consolidado uma queda significativa desta taxa de transmissibilidade, chegando ao ápice no último inquérito, sendo inferior a 1, isso quer dizer que as medidas de contingenciamento estão tendo sua efetividade, a reduzir a transmissão num nível a um risco menor, pois se mantivermos esse R0 abaixo de 1 conseguimos controlar a infecção e ter a possibilidade da expansão da rede de saúde para não ter um colapso. Desta forma temos o avanço da infecção, mas de forma controlada. Lembrando que o R0 é um número dinâmico, é obtido através da taxa de etransmissibilidade, então se a população deixar de ter os cuidados podemos ter um aumento desse R0, então isso é o reflexo das ações de contingência e adoção da população das medidas de higiene, cuidado com a proximidade", indicou o médico Ian James.

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